Deuses Jerkass

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Pit: Mas você nunca abusaria de seu poder, certo?
Palutena: Claro que sim! Isso é parte da descrição do trabalho de deusa.
Kid Icarus: Uprising

Esses deuses não são preguiçosos, mas você realmente gostaria que fossem.

Em inglês Jerkass Gods. Talvez eles vêem toda a vida como um jogo cósmico, com os seres humanos como meros peões e ferramentas. Talvez eles apenas querem serem cultuados, seja por necessidade ou por um ego enorme, e estão dispostos a recorrer à manipulação para obtê-lo.

Talvez estejam apenas interessados ​​em retribuição irracional (há muitos traços comuns nas religiões ao longo da história). Talvez seja o velho ditado “em geral o poder corrompe”, ou talvez eles são apenas trolls, mas seja qual for o caso, segundo esse tropo, as divindades são apenas idiotas. Eles vêem a vida humana como uma fonte de entretenimento, ou algo inconveniente.

Este tropo é muito antigo. Vejamos Inanna, deusa suméria do amor, beleza, sexo, desejo, fertilidade, guerra, combate, justiça e poder político. Como seria de esperar de alguém com essa descrição, ela se irou ao ser desprezada pelo herói Gilgamesh e convocou um touro celestial para atacar sua cidade, e se seu pai tivesse negado o uso daquele touro, ela teria causado um Apocalipse Zumbi.

Na Epístola de Gilgamesh, ele rejeita os avanços de Inanna, na Mesopotâmia é chamada Ishtar e em Canaã era Astarte ou Anat. Mesmo depois de descrever o dano que ela causou a seus antigos amantes (por exemplo, transformou um pastor em lobo).

Ishtar está sendo retratada negativamente nesse ponto. Por seu comportamento (por exemplo, ela faz a proposta) e o que Gilgamesh descreve sobre ela, fica claro que ela está agindo mal, na verdade muito parecida com uma humana, então é compreensível por que Gilgamesh a rejeita. Compare isso com os retratos favoráveis ​​da história de Shamhat e Siduri, que refletem perfis femininos mais tradicionais, favorecidos pelo autor. Assim, tanto Ishtar como Gilgamesh estão aspirando a ir além de suas próprias posições, como resultado de que cada um de seus papéis esperados se tornam invertido até certo ponto: Gilgamesh tentando se tornar divino em vez de viver como um humano, e a deusa agindo como uma humana falha em vez de servir em um papel feminino mais convencional.

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